As hepatites virais constituem um dos principais problemas de saúde pública global, exigindo respostas que integram a compreensão das dinâmicas sociais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a meta de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, reduzindo em 65% a mortalidade e em 90% a incidência dessas infecções em relação a 2015. Para isso, o Brasil lançou em 2025 o Guia para a Eliminação das Hepatites Virais no Brasil, dentro do programa Brasil Saudável, a primeira política governamental do mundo voltada a eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, um conjunto de doenças que atingem de forma mais intensa as populações em maior vulnerabilidade social. 

No Brasil, a resposta a essas infecções está relacionada à consolidação da Redução de Danos como paradigma ético, político e assistencial. Surgida no final da década de 1980 em resposta à rápida disseminação do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e dos vírus das hepatites B e C entre pessoas que usavam drogas injetáveis, a Redução de Danos iniciou-se no país por meio de estratégias de acolhimento, cuidados com populações vulnerabilizada, além da distribuição e troca de agulhas e seringas estéreis.

Antes da formalização de programas de troca de seringas como política pública, a Redução de Danos já dava seus primeiros passos na década de 1980 com o trabalho de Brenda Lee em São Paulo. Ao fundar a primeira casa de apoio para pessoas vivendo com HIV/Aids e acolher travestis que eram rejeitadas pelos serviços de saúde, Brenda construiu um caminho para o acolhimento livre de julgamentos.

Na esfera institucional, o município de Santos (SP) tentou formular, em 1989, um programa de troca de seringas que seria pioneiro na América Latina; contudo, a iniciativa enfrentou forte oposição e judicialização sob a acusação de apologia ao uso de drogas. A consolidação do primeiro Programa de Troca de Seringas tolerado no Brasil ocorreu em 1995, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, através do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas. Ao longo da década de 1990, outras cidades brasileiras, como Salvador, Recife e Porto Alegre, desenvolveram programas semelhantes, até que, em 2003, a Redução de Danos foi oficialmente incorporada como principal abordagem da Política de Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, sendo regulamentada por portaria específica nos anos seguintes. 

A partir desse marco, organizações da sociedade civil desempenham até hoje um papel de ampliação dessas práticas. Ao longo das últimas décadas, o Centro de Convivência É de Lei, por exemplo, impulsionou a transição de uma intervenção focada no insumo injetável para um modelo abrangente de Prevenção Combinada e garantia de direitos humanos.

Essa perspectiva contesta a lógica proibicionista da “guerra às drogas”, a qual historicamente afasta populações vulnerabilizadas dos serviços de saúde devido ao estigma, à discriminação e ao receio de criminalização. A vulnerabilidade às hepatites virais entre pessoas que usam drogas não decorre somente do ato de usar substâncias psicoativas, mas das condições estruturais e sociais em que esse uso ocorre. O estigma institucionalizado, a ausência de moradia, a privação socioeconômica e muitas vezes a exigência irrestrita da abstinência por parte dos serviços de saúde criam barreiras que impedem a testagem precoce e a adesão ao tratamento.

A Redução de Danos atua para neutralizar tais barreiras, reconhecendo a autonomia do sujeito, estabelecendo vínculos de confiança e oferecendo estratégias viáveis de autocuidado que reduzem os riscos à saúde individual e coletiva sem condicionar o acesso ao cuidado à abstinência.

As hepatites virais são infecções em que os vírus atacam principalmente o fígado, mas podem afetar todo o organismo e são causadas por vírus diferentes uns dos outros, tanto na forma como agem quanto no modo como se disseminam na população. Embora todos causem sinais e sintomas como urina escura, fezes claras, dor abdominal, cansaço, febre e alteração nos exames de sangue do fígado, os vírus das hepatites A, B, C, D e E são muito diferentes entre si. As variações entre elas residem na via de transmissão, no potencial de cronificação da doença e no tipo de tratamento. No Brasil, os tipos mais comuns são as hepatites A, B, C e D; a hepatite E é menos frequente no país.

A forma como os vírus das hepatites circulam de uma pessoa para outra ocorre por caminhos biológicos específicos e bem conhecidos. Entender como essas transmissões acontecem é fundamental para criar campanhas, vacinas e métodos de prevenção que realmente funcionem e protejam a população.

Hepatite A: É causada por um vírus da família Picornaviridae e pode surgir de forma rápida e passageira. O próprio sistema de defesa do corpo costuma combater o vírus e curar a doença em poucas semanas. No entanto, o principal risco clínico se manifesta no período agudo através da hepatite fulminante. Apesar de rara, esse quadro induz à falência do fígado com elevado índice de mortalidade, demandando suporte intensivo ou transplante de fígado de urgência. Além disso, depois que a pessoa se cura dessa infecção naturalmente ou recebe as doses da vacina, o organismo desenvolve uma proteção definitiva, garantindo que ela fique imune e não mais adquira esse tipo. O perfil epidemiológico da hepatite A no Brasil vem se transformando, com maior concentração entre adultos de 25 a 34 anos nas regiões Sudeste e Sul, um perfil diferente do histórico, antes mais associado à infância e a áreas com saneamento precário, e que reforça a relevância da transmissão por práticas sexuais com contato fecal-oral.

  • Transmissão

A transmissão pela via digestiva é o caminho que o vírus da hepatite A usa para entrar no organismo, o que acontece principalmente quando uma pessoa consome água ou comida que teve contato com fezes contaminadas, uma situação que piora muito em locais sem esgoto tratado, sem água encanada ou onde falta higiene pessoal básica. Além disso, essa contaminação também pode acontecer durante atividades sexuais através do contato direto ou indireto da boca de uma pessoa com o ânus de outra. A transmissão também pode acontecer pelo contato próximo entre pessoas que vivem na mesma casa, em creches e em instituições de longa permanência, e pelo uso de acessórios sexuais (como vibradores) que não foram bem higienizados. A pessoa com hepatite A pode transmitir o vírus desde duas semanas antes de os sintomas aparecerem até o final da segunda semana da doença.

  • Sintomas

Muitas pessoas, principalmente crianças menores de 6 anos, não apresentam sintomas. Quando eles aparecem, os primeiros sinais costumam ser cansaço, mal-estar, febre e dores no corpo, que podem ser seguidos de enjoo, vômitos, dor na barriga, prisão de ventre ou diarreia. Também podem surgir urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Os sintomas costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção e duram menos de dois meses. Em pessoas com mais de 50 anos, a doença tende a ser mais grave.

  • Diagnóstico

Não existe teste rápido para a hepatite A. O diagnóstico é feito por exame de sangue em laboratório, que procura anticorpos contra o vírus (anti-HAV IgM) e indica infecção atual ou recente. Esses anticorpos podem aparecer antes ou junto com os sintomas e continuam detectáveis por cerca de seis meses. Outro exame (anti-HAV IgG) mostra se a pessoa já teve a doença no passado ou se está protegida pela vacina.

  • Prevenção

Por esse motivo, as formas de evitar a infeccção são baseadas em garantir saneamento básico para a população, oferecer água limpa e tratada, incentivar o hábito de lavar bem as mãos e recomendar o uso de preservativo externo, papel filme ou dental dam de látex, transformando-os em uma película retangular para cobrir a região anal durante a prática desse tipo de sexo.

Outros cuidados importantes são: lavar bem as mãos depois de usar o banheiro, depois de trocar fraldas e antes de preparar os alimentos; lavar frutas, verduras e legumes em água corrente e deixar os alimentos que serão comidos crus de molho por 15 minutos em 1 litro de água com 1 colher de sopa rasa (10 mL) de água sanitária a 2,5%, sem perfume e própria para alimentos; cozinhar bem os alimentos, principalmente mariscos, frutos do mar, peixes e carne de porco; evitar tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou esgoto; usar preservativo interno ou externo; e lavar as mãos, a região genital e a região anal antes e depois das relações sexuais.

A vacina é a principal forma de prevenção da hepatite A: é segura, muito eficaz e gratuita no SUS. Ela faz parte do calendário infantil, com 1 dose aos 15 meses de idade (podendo ser aplicada dos 12 meses até antes de a criança completar 5 anos). Pessoas acima de 1 ano com algumas condições especiais, como pessoas vivendo com HIV, pessoas em uso de PrEP e pessoas com hepatite B ou C crônica ou outras doenças do fígado, podem receber 2 doses, com intervalo mínimo de seis meses, nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e em salas de vacina do SUS habilitadas. A gestação e a amamentação não impedem a vacinação.

  • Tratamento

Não existe remédio específico para a hepatite A. Na maioria dos casos, a pessoa melhora com repouso, boa alimentação, bastante líquido e acompanhamento de profissional de saúde, que pode indicar remédios para aliviar os sintomas. É importante não se automedicar, porque alguns remédios podem fazer mal ao fígado e piorar o quadro. É preciso procurar atendimento com urgência em caso de sinais de alerta, como vômitos que não param, febre que não passa, sangramentos, sonolência, confusão ou agitação, que podem indicar que o fígado está deixando de funcionar (insuficiência hepática aguda). Nesses casos, pode ser necessária a internação.

Hepatite B: O vírus da hepatite B (HBV) faz parte da família Hepadnaviridae e é muito resistente no ambiente, com grande capacidade de transmissão. O risco dessa infecção se tornar uma doença crônica, ou seja, durar a vida toda, depende da idade em que a infecção ocorre: se a transmissão ocorrer de mãe para filho durante o parto ou na gestação, a chance do bebê desenvolver a forma crônica chega a 90%, enquanto em adultos com o sistema de defesa saudável esse risco é menor. Quando o vírus da hepatite B consegue permanecer no corpo por muito tempo, essa inflamação constante pode afetar o fígado de forma irreversível, causando cirrose ou evoluindo para um carcinoma hepatocelular (câncer no fígado).

  • Transmissão

A hepatite B é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) de alta eficiência, pois o vírus se concentra em grande quantidade no esperma, nos fluidos da vagina e também de forma moderada na saliva, fazendo com que o vírus circule facilmente de uma pessoa para outra em qualquer tipo de relação sexual (seja vaginal, anal ou oral) se não for usado o preservativo. O risco de infecção no recém-nascido chega a 90% se a mãe tiver uma grande quantidade de vírus se multiplicando no corpo e se o bebê não receber o tratamento de prevenção com a vacina logo após o nascimento. A hepatite B também é transmitida pelo contato com sangue, como no compartilhamento de seringas, agulhas, cachimbos e canudos para uso de drogas e de objetos de uso pessoal como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente e alicates de unha, além de tatuagens, piercings e procedimentos médicos ou odontológicos feitos sem os cuidados de biossegurança (esse tema é detalhado mais adiante). No Brasil, a principal forma de transmissão é a sexual.

  • Sintomas

Os sintomas podem não aparecer nas fases iniciais. Muitas vezes, a doença só é descoberta décadas depois da infecção, quando aparecem sinais como cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor na barriga, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Diante disso, é importante fazer testes regularmente, pois quando não tratada pode evoluir para complicações graves, como cirrose, falência ou câncer do fígado. Além disso, a hepatite B pode causar problemas fora do fígado, como dor e inchaço nas articulações, inflamação dos vasos sanguíneos, problemas nos rins e nos nervos, com formigamento, dor ou dormência nas mãos e nos pés. Perceber esses outros sintomas ajuda os profissionais de saúde a descobrir a infecção verdadeira mesmo quando a pessoa busca atendimento por queixas que parecem não ter relação com o fígado.

  • Diagnóstico 

Para a hepatite B, o teste rápido procura a proteína do próprio vírus (HBsAg) que identifica se o indivíduo possui a infecção (aguda ou crônica), e o tempo de espera médio para um resultado eficiente é de 30 a 60 dias após a exposição. Ele está disponível em vários locais de fácil acesso, como os postos de saúde (UBS), os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), as maternidades e com as equipes do Consultório na Rua que realizam ações itinerantes, entre outros. Se o resultado do teste rápido for reagente, a pessoa precisa realizar um exame complementar de carga viral. Esse teste é necessário para confirmar o diagnóstico e verificar se há infecção ativa no momento ou se o vírus já foi eliminado pelo organismo de forma natural ou por tratamentos anteriores. Além disso, solicita-se outros exames complementares para avaliar a função dos rins, fígado, entre outros.

Se uma pessoa relatar uma situação de risco recente (como o compartilhamento de materiais de uso de substâncias ou uma relação sexual desprotegida) e apresentar um teste rápido negativo, ele mostra apenas que ela não tinha infecções no passado, mas não descarta a infecção recente. Nesses casos, deve-se repetir o teste rápido em 30 e 60 dias e no momento do primeiro atendimento ofertar PEP.

Recomenda-se que todas as pessoas acima de 20 anos que não tenham comprovação de vacinação completa façam o teste de hepatite B ao menos uma vez na vida. Para alguns grupos, o teste deve ser repetido com mais frequência: a cada seis meses para pessoas que usam álcool e outras drogas, pessoas em situação de rua, profissionais do sexo, pessoas privadas de liberdade, pessoas trans, gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas com várias parcerias sexuais ou que nem sempre usam preservativo e pessoas vivendo com HIV; e a cada três meses para quem usa PrEP. Toda gestante deve ser testada em todas as gestações, de preferência no primeiro trimestre do pré-natal. A Hepatite B é considerada crônica quando o HBsAg continua reagente por seis meses ou mais.

  • Prevenção

A vacina da hepatite B usa uma tecnologia moderna para isolar apenas a parte externa do vírus, o que faz dela o método mais seguro e eficiente que existe para evitar a infecção por esse vírus e, por consequência, também impedir a infecção pelo vírus da hepatite D, que precisa do vírus da hepatite B para sobreviver. 

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) garante a oferta universal e gratuita da vacina da hepatite B em toda a rede pública:

  • Recém-nascidos: primeira dose preferencialmente nas primeiras horas de vida ou até 1 mês após o nascimento. Essa imunização precoce é fundamental para interromper o risco de transmissão da gestante para o bebê durante o parto; evitar o desenvolvimento de uma infecção crônica, uma condição que atinge até 90% das crianças infectadas no período neonatal; prevenir complicações graves na vida adulta decorrentes da infecção crônica, como a cirrose e o câncer de fígado; e garantir a proteção imediata do bebê caso a mãe não tenha tido acesso ao pré-natal adequado ou o seu status para a doença seja desconhecido no momento do parto. A proteção na infância é completada com a vacina Pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de idade.
  • Adolescentes, Adultos e Idosos: para pessoas não vacinadas até os 7 anos, o esquema padrão consiste em três doses, aplicadas no intervalo de 0, 1 e em 6 meses.

Alguns grupos de pacientes e pessoas em situação de maior vulnerabilidade precisam de esquemas de vacinação adaptados, disponíveis nos postos de saúde e também nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). No caso de pessoas com o sistema de defesa muito baixo (imunossuprimidas), pessoas com danos nos rins  e pessoas que passaram por transplantes de órgãos, o corpo tem uma dificuldade natural para produzir defesas contra a vacina; por isso, a recomendação  é aplicar o dobro da dose padrão.

Já para os grupos de alta prioridade, que engloba pessoas que usam drogas, pessoas em situação de rua, profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas privadas de liberdade, profissionais da saúde e populações indígenas, o SUS determina a verificação do status de vacinação e início da aplicação das doses de forma prioritária para garantir a proteção o mais rápido possível. Para pessoas em situação de rua, esse acesso prioritário é viabilizado, entre outras portas de entrada, pelas equipes de Consultório na Rua, que também aplicam a vacina da Hepatite B de forma itinerante, sem exigência de vínculo domiciliar.

Além da vacinação de rotina, o SUS oferece estratégias de emergência para bloquear o vírus da hepatite B após o contato direto com sangue ou fluidos corporais contaminados, utilizando a combinação da Imunoglobulina Humana Anti-Hepatite B (IGHAHB) para neutralização rápida do vírus e avaliação do esquema vacinal. Para garantir a eficácia biológica, a imunoglobulina deve ser administrada o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 24 a 48 horas após o evento, com limite de aplicação de até 7 dias após exposição a objetos que furam ou cortam e de até 14 dias após exposição sexual, a depender da natureza da exposição. Essa prevenção é indicada para pessoas não vacinadas ou que têm o esquema incompleto ou que não desenvolveram defesas mesmo após se vacinar, em casos de recém-nascidos de mães que possuem o vírus, pessoas imunodeprimidas após exposição de risco, acidentes de trabalho com objetos perfurocortantes, vítimas de violência sexual, rompimento do preservativo ou compartilhamento recente de agulhas e seringas. A conduta muda de acordo com as vacinas que a pessoa exposta já tomou e com o resultado dos exames de sangue da pessoa fonte, exceto em caso de violência sexual. O acesso a esse medicamento é garantido pelo SUS por meio das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), maternidades e Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). 

Para evitar a transmissão da gestante para o bebê, toda gestante deve fazer o teste de hepatite B no pré-natal. Se o resultado for não reagente e ela não tiver sido vacinada, recomenda-se a vacinação com 3 doses. Se o resultado for reagente, são feitos outros exames, como a carga viral, e pode ser indicado o uso do medicamento tenofovir a partir do 3º trimestre da gestação. Após o nascimento, o bebê exposto deve receber a vacina e a imunoglobulina contra a hepatite B, de preferência nas primeiras 24 horas de vida; juntas, essas medidas previnem a transmissão em mais de 90% dos recém-nascidos.

Outras formas de prevenção são usar preservativo interno ou externo em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos que furam ou cortam nem objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure e insumos para uso de drogas (cachimbos, canudos, seringas e agulhas). 

  • Tratamento

Não tem um tratamento definitivo que elimine totalmente o vírus do corpo porque ele guarda o seu material genético bem protegido. Por isso, o objetivo do tratamento é diminuir a quantidade de vírus no sangue até que ele fique indetectável, normalizar as enzimas do fígado e evitar que a doença evolua para problemas graves, como cirrose (cicatriz no fígado) ou câncer e melhorar a qualidade de vida . As pessoas que estão com a infecção fazem uso de tratamento diário com medicamentos em forma de comprimido e disponibilizados pelo SUS. Atualmente, o SUS disponibiliza três opções: o fumarato de tenofovir desoproxila, o entecavir e o fumarato de tenofovir alafenamida, sendo que todos esses medicamentos são eficazes. A escolha terapêutica para cada pessoa deve levar em consideração a presença de cirrose, histórico de osteoporose ou fraturas, doença nos rins que diminua sua função e histórico prévio do medicamento lamivudina. Em algumas situações, também pode ser utilizada a alfapeginterferona. Nem todas as pessoas com hepatite B precisam tomar um medicamento: a indicação depende principalmente da carga viral e dos exames que avaliam o fígado, e a decisão é tomada por profissional especializado. Por isso, mesmo quem não está em tratamento precisa manter o acompanhamento regular no serviço de saúde. 

Hepatite C: A hepatite C, por sua vez, decorre de uma infecção causada por um vírus da família Flaviviridae, que tem muita facilidade em sofrer mutações e se modificar rapidamente, o que confunde o sistema de defesa do corpo; por causa disso, a maioria das pessoas infectadas não consegue eliminar o vírus e desenvolvem a forma crônica da doença. Essa infecção de longo prazo avança sem apresentar sintomas visíveis durante décadas, tornando-se uma das maiores responsáveis por causar danos ao fígado, podendo gerar a necessidade de um transplante. Contudo, ao contrário da hepatite B, o vírus da hepatite C não consegue se misturar nem se prender de forma permanente ao DNA humano, o que permite que os medicamentos atuais destruam o vírus por completo e alcancem a cura definitiva.

  • Transmissão

Apresenta transmissão sexual pouco frequente entre pessoas com pênis e vagina em um relacionamento de apenas uma parceria. Contudo, o risco aumenta em práticas sexuais anais receptivas ou em práticas mais intensas que causem pequenos cortes por falta de lubrificação, quando existem feridas na região íntima, durante o período menstrual, se a pessoa tiver outra infecção sexual com feridas abertas ou se ela já tiver o vírus do HIV.  Além disso, no cenário do chemsex, que é o uso de drogas para intensificar o sexo, o risco de ter hepatite C cresce bastante devido à combinação de relações sexuais muito demoradas, machucados na pele, diminuição da sensibilidade à dor e possível compartilhamento de brinquedos sexuais ou de agulhas e seringas. A transmissão de mãe para filho é menor que na Hepatite B, mas tende a aumentar se a gestante também possuir o vírus HIV. A hepatite C não é transmitida pelo leite materno, pela comida, pela água nem por contato casual, como abraçar, beijar ou dividir alimentos e bebidas.

  • Sintomas

Cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam nenhum sintoma no início. Quando os sinais se manifestam, geralmente na fase avançada ou em poucos casos na fase aguda, eles incluem cansaço constante e fadiga, náuseas e vômitos, perda de apetite e de peso, pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, dor ou desconforto no lado superior direito da barriga, dores musculares e nas articulações. Na fase aguda, quando os sintomas aparecem, eles costumam surgir de 2 a 12 semanas após a infecção e, por serem leves e parecidos com os de outras doenças, podem passar despercebidos. Por isso, fazer o teste é a principal forma de descobrir a infecção.

  • Diagnóstico

O teste rápido busca os anticorpos produzidos pelo corpo contra o vírus da hepatite C(Anti-HCV), e o organismo pode levar de 60 a 90 dias para produzir esses marcadores em quantidade suficiente para aparecer na fita do exame. O teste é gratuito e está disponível em diversos locais de fácil acesso. Caso o teste rápido apresente resultado reagente, é fundamental fazer um exame laboratorial de carga viral.  Em casos de exposição de risco recente, um teste rápido não reagente também não descarta infecção recente, evidenciando apenas o status sorológico antes da exposição. A conduta recomendada é a prescrição imediata de PEP na primeira consulta e o seguimento diagnóstico com novas testagens em 30 e 60 dias.

O teste rápido reagente mostra que a pessoa teve contato com o vírus em algum momento, mas não diferencia uma infecção que já foi curada de uma infecção ativa. Por isso, o exame de carga viral (HCV-RNA) é necessário para confirmar o diagnóstico. Quem já teve hepatite C, mesmo depois de curado, pode continuar com o teste rápido reagente; nesses casos, uma nova infecção deve ser investigada pelo exame de carga viral.

O teste deve ser repetido todo ano para pessoas que usam álcool e outras drogas, pessoas em situação de rua, profissionais do sexo, pessoas privadas de liberdade, pessoas trans, gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas com várias parcerias sexuais ou que nem sempre usam preservativo e pessoas vivendo com HIV; e a cada três meses para quem usa PrEP. Toda gestante deve ser testada na primeira consulta do pré-natal, em todas as gestações.

  • Tratamento

O tratamento da hepatite C passou por uma grande revolução com a chegada de medicamentos modernos que conseguem combater todos os tipos do vírus da hepatite C. Eles são tomados em comprimidos, têm uma curta duração de tratamento e alcançam taxas de cura superiores a 95%. Os esquemas de tratamento combinam medicamentos como o Sofosbuvir, Velpatasvir, Daclatasvir e/ou Voxilaprevir. Para que a pessoa seja considerada oficialmente curada, o exame que quantifica a carga viral precisa continuar dando negativo 12 semanas após o término do tratamento. Na maioria dos casos, o tratamento dura 12 semanas, é gratuito e está disponível pelo SUS. Toda pessoa com carga viral detectável tem indicação de tratamento, seja a infecção recente ou antiga, e, nos casos iniciais, ele pode ser feito na própria Unidade Básica de Saúde, sem necessidade de encaminhamento para a rede especializada. O SUS também oferece tratamento para crianças a partir de 3 anos. O tratamento não é indicado durante a gestação e a amamentação; após o parto, o início deve ser avaliado pela equipe de saúde.

  • Transmissão

A transmissão por contato com sangue ocorre quando a corrente sanguínea ou os tecidos abaixo da pele de uma pessoa entram em contato direto com o sangue de alguém que possui o vírus, sendo este a principal via do vírus da hepatite C e muito importante para o vírus da Hepatite B. 

  • Uso de substâncias psicoativas: O compartilhamento de seringas e agulhas representa a situação de maior risco de transmissão do HCV, mas ela também existe ao dividir recipientes de preparo, colheres, filtros e a própria água usada na mistura; além disso, mesmo no caso de drogas aspiradas ou fumadas, compartilhar canudos, piteiras, notas enroladas ou cachimbos pode transmitir os vírus caso existam ferimentos ou pequenos sangramentos na boca ou nariz.
  • Procedimentos estéticos ou modificação corporal: A realização de tatuagens, piercings, escarificações e outros procedimentos invasivos com ferramentas reutilizadas e que não foram higienizadas corretamente em aparelhos de esterilização (autoclaves) traz um grande risco, assim como dividir em casa objetos pessoais como alicates de unha, lâminas de barbear e tesouras. 
  • Exposição ocupacional e de serviços de saúde: Acidentes com agulhas e objetos cortantes em profissionais da saúde ou cirurgias e exames realizados sem o cumprimento das regras de biossegurança mantêm essa cadeia de transmissão.
  • Prevenção

Não existe vacina contra a hepatite C. Para evitar a infecção, é importante não compartilhar nenhum objeto que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas, cachimbos, canudos e outros materiais para uso de drogas, lâminas de barbear e depilar, escovas de dente e materiais de manicure e pedicure; exigir material descartável ou esterilizado em tatuagens, piercings, manicure, pedicure e podologia; e usar preservativo nas relações sexuais. Quem já teve hepatite C e foi curado pode se infectar novamente, por isso os cuidados de prevenção e a testagem devem continuar mesmo depois da cura.

As pessoas que vivem com o vírus podem ajudar a evitar a transmissão pedindo que as parcerias sexuais, as pessoas que moram na mesma casa e os parentes próximos também façam o teste, cobrindo feridas e cortes na pele, limpando respingos de sangue com água sanitária e não doando sangue ou esperma. Elas podem participar de todas as atividades do dia a dia, incluindo esportes, e podem dividir alimentos e beijar outras pessoas.

Um dos maiores desafios para o controle das hepatites B e C é que elas quase não apresentam sintomas. Diferente das fases agudas, que podem deixar pele e olhos amarelados, febre, cansaço, urina escura e fezes claras, as formas crônicas evoluem de maneira silenciosa por mais de vinte anos. Durante esse longo período sem sinais aparentes, o vírus continua se multiplicando e inflamando o fígado aos poucos, o que pode causar danos graves sem que a pessoa perceba qualquer mudança na saúde. Por isso, não ter sintomas não significa ausência da infecção, o que faz dos testes de rotina a única forma de evitar o diagnóstico tardio.

Além disso, a compreensão moderna das hepatites B e C exige reconhecer que ambas são doenças que afetam o corpo todo, e não apenas o fígado, devido a presença prolongada do vírus no sangue e o esforço constante do sistema de defesa. 

Hepatite D (Delta): O cenário das hepatites virais conta também com o vírus da hepatite Delta (HDV), um agente incompleto que depende do vírus da hepatite B para sobreviver e se multiplicar no organismo. Essa infecção pelo vírus Delta acontece de duas formas: como coinfecção, quando a pessoa tem contato ao mesmo tempo com os vírus B e D, ou como superinfecção, quando alguém que já tem hepatite B crônica entra em contato posterior com o vírus Delta. Essa última forma é ainda mais agressiva, acelerando a evolução para a cirrose e aumentando o risco de câncer ou falência do fígado.

  • Transmissão

A hepatite D é transmitida das mesmas formas que a hepatite B: relações sexuais sem preservativo; da gestante para o bebê durante a gestação e o parto; compartilhamento de seringas, agulhas, cachimbos, canudos e outros materiais para uso de drogas; compartilhamento de objetos de uso pessoal que furam ou cortam, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente e alicates de unha; tatuagens, piercings e procedimentos odontológicos ou cirúrgicos feitos sem os cuidados de biossegurança; contato próximo entre pessoas por meio de cortes e feridas; e transfusões de sangue feitas antes de 1993. No Brasil, a atenção é maior para pessoas ligadas à Região Amazônica, onde há mais casos.

  • Sintomas

Assim como as outras hepatites, a hepatite D pode não apresentar sintomas. Quando aparecem, os mais comuns são cansaço, tontura, febre, enjoo e/ou vômitos, perda de apetite, dor na barriga, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados (icterícia).

  • Diagnóstico

Ainda não existe teste rápido para a hepatite D. O diagnóstico é feito por exame de sangue em laboratório, que procura anticorpos contra o vírus (anti-HDV), e confirmado pelo exame de carga viral (HDV-RNA). O teste é indicado principalmente para pessoas com hepatite B que vêm da Região Amazônica (Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso), que são filhas de pessoas dessa região ou que têm vínculo com pessoas de lá, e também para pessoas com hepatite B que, mesmo com o vírus B controlado, apresentam piora sem outra causa identificada.

  • Tratamento

Os medicamentos não curam a hepatite D, o objetivo do tratamento é controlar o vírus e diminuir o dano ao fígado. Todas as pessoas com diagnóstico confirmado pela carga viral podem receber o tratamento pelo SUS, feito com a alfapeginterferona junto com os remédios para a hepatite B, geralmente por 48 a 96 semanas. Todas as pessoas com hepatite D devem ser acompanhadas em serviço especializado, e recomenda-se evitar bebidas alcoólicas.

  • Prevenção

A vacina contra a hepatite B é uma das ferramentas para evitar também a hepatite Delta, já que impede a existência do vírus que serve de hospedeiro para a sua sobrevivência. A vacina contra a hepatite B está disponível gratuitamente no SUS para todas as pessoas, de todas as idades. As outras formas de prevenção são as mesmas da Hepatite B: usar preservativo em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal nem materiais para uso de drogas.

Hepatite E: Na maioria dos adultos saudáveis, a infecção por HEV se cura sozinha e sem deixar sequelas. No entanto, o vírus da hepatite E é uma ameaça quando atinge gestantes, grupo em que a doença possui altas taxas de mortalidade, além de causar consequências para o bebê, como parto prematuro e aborto.

  • Transmissão

É transmitida pela mesma via que a hepatite A, principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados ou pela ingestão de carne de porco e de animais silvestres mal cozidas. Com menos frequência, também pode ser transmitida por transfusão de sangue contaminado e da gestante para o bebê. É importante ressaltar que não há registros de transmissão interna de hepatite E no Brasil, uma vez que todos os casos relatados foram importados de outros países.

  • Sintomas

Em crianças, a infecção geralmente não causa sintomas ou causa uma doença leve. Em adultos, quando aparecem, os sintomas duram de 2 a 6 semanas e são parecidos com os das outras hepatites: cansaço, mal-estar, febre e dores no corpo, seguidos de enjoo, vômitos, dor na barriga, prisão de ventre ou diarreia, urina escura e pele e olhos amarelados. Gestantes, principalmente no segundo e no terceiro trimestre, têm maior risco de formas graves, com insuficiência hepática, perda do bebê e morte.

  • Diagnóstico

Não existe teste rápido para a hepatite E. No Brasil, ela deve ser investigada quando há suspeita em pessoas que vieram de países onde a doença é comum ou em casos de hepatite sem outra causa identificada. O diagnóstico é feito por exames de laboratório que procuram anticorpos contra o vírus no sangue ou o próprio vírus nas fezes.

  • Tratamento

Assim como na hepatite A, não há medicamento específico. O tratamento é feito com repouso, boa alimentação, bastante líquido e acompanhamento de profissional de saúde. É importante evitar a automedicação e as bebidas alcoólicas, que podem prejudicar o fígado. A internação só é indicada nos casos mais graves, principalmente em gestantes. Pessoas com o sistema de defesa muito baixo, como pessoas transplantadas ou com aids, podem desenvolver a forma crônica e precisar de tratamento com antivirais.

  • Prevenção

Não há vacina contra a hepatite E disponível no SUS. A prevenção depende de saneamento básico e de cuidados com a água e os alimentos: beber e usar água tratada ou fervida; lavar bem as mãos depois de usar o banheiro, depois de trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos; lavar frutas, verduras e legumes e deixá-los de molho em água com água sanitária, como na hepatite A; cozinhar bem as carnes, principalmente a de porco, e os frutos do mar; e evitar contato com valões, enchentes e esgoto.

O controle e a eliminação das hepatites virais como problemas de saúde pública dependem da articulação contínua entre a oferta de tecnologias em saúde, como os testes rápidos e os medicamentos e o fortalecimento de estratégias territoriais pautadas nos direitos humanos.

As evidências científicas demonstram que abordagens proibicionistas e moralistas falham em conter a circulação de infecções transmissíveis por afastarem as populações vulnerabilizadas dos serviços de saúde. Em contrapartida, a integração entre organizações da sociedade civil e a rede pública de saúde amplia a cobertura de testagem, promove o acesso à vacinação e garante o tratamento para grupos historicamente marginalizados.

Enfrentar o estigma também significa garantir direitos. A Lei nº 14.289/2022 garante o sigilo obrigatório sobre a condição das pessoas que vivem com hepatite B ou C crônica. Negar trabalho, demitir, expor ou culpar alguém por ter hepatite, pressionar a pessoa a revelar o diagnóstico ou tratá-la de forma desrespeitosa em serviços de saúde, escolas ou locais de trabalho são atitudes discriminatórias e violações de direitos humanos. Os testes rápidos para as hepatites B e C no SUS são gratuitos e sigilosos, e o cuidado inclui também informação, acolhimento e respeito.

Enquanto a OMS estabelece 2030 como horizonte para a eliminação das hepatites virais como ameaça à saúde pública, é essa integração entre redução de danos, testagem, tratamento e vacinação, sustentada por serviços de baixa exigência e pela atuação da sociedade civil, que efetivamente aproxima o Brasil dessa meta.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia para a Eliminação das Hepatites Virais no Brasil. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_eliminacao_hepatites_virais_Brasil.pdf 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/hepatites/manual-tecnico-diagnostico-das-hepatites-virais/view 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Guia das Hepatites Virais: uma abordagem para a Atenção Primária à Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_hepatites_virais.pdf

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: Hepatite A. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais/hepatite-a. Acesso em: 22 set. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: Hepatite B. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais/hepatite-b. Acesso em: 22 set. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: Hepatite C. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais/hepatite-c. Acesso em: 22 set. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: Hepatite D. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais/hepatite-d. Acesso em: 22 set. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: Hepatite E. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais/hepatite-e. Acesso em: 22 set. 2026.