Linha do Tempo
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1998

Fundação do Centro de Convivência É de Lei
Desde o final dos anos 80 no Brasil, o índice de infecção por HIV/AIDS entre usuários de cocaína injetável era bastante alto devido ao compartilhamento de agulhas e seringas. Diante deste cenário, Andrea Domanico e Cristina Brites, idealizadoras do É de Lei, iniciaram as atividades de redução de danos, a princípio vinculadas ao Núcleo de Estudos para Prevenção da AIDS (NEPAIDS), do Instituto de Psicologia da USP.
As primeiras ações de campo foram na região do Brás, em São Paulo. Posteriormente, com a orientação da rede de algumas pessoas usuárias, as ações passaram a ser realizadas na zona leste da cidade, em clubes e baladas de rock, como a “Fofinho” e a “Ledslay”. A troca de seringas era realizada em terrenos baldios próximos e também dentro das festas. Ainda nessa época, também eram realizadas ações no centro de São Paulo e no bairro do Bixiga.
Nessas ações, a equipe identificou a necessidade de criar um espaço de interação social onde fosse possível desenvolver um conjunto de atividades para além da prevenção de doenças. Surgiu, então, o Centro de Convivência É de Lei, um dos primeiros espaços de convivência com foco de trabalho nas pessoas que fazem uso de drogas do Brasil.
O nome “É de lei” faz referência à balada Ledslay, berço da sua atuação, mas também se remete à música “Sociedade Alternativa” de Raul Seixas: “faça o que tu queres, pois é tudo da lei”.