A redução de danos caracteriza-se como uma abordagem ao fenômeno das drogas que visa minimizar danos sociais e à saúde associados ao uso de substâncias psicoativas.
O início destas intervenções foi marcado por ações no campo da saúde, que hoje têm se ampliado para esferas como direito à cidadania e Direitos Humanos. As práticas de redução de danos buscam a socialização política de pessoas usuárias de drogas de maneira crítica, no sentido de tornarem-se protagonistas, de promoverem o auto-cuidado com a saúde e a busca por direitos, pela discussão de políticas governamentais e políticas de Estado, numa perspectiva que passa pelo individual e o coletivo.
As estratégias de redução de danos são voltadas para qualquer cidadão e cidadã. No entanto, em geral, as abordagens têm como prioridade populações em contextos de vulnerabilidade.
A vulnerabilidade de uma pessoa não fica restrita a um determinado comportamento ou conduta, mas está relacionada ao ambiente em que se dá, e também ao contexto sociocultural. O aspecto social da vulnerabilidade se refere à possibilidade de acesso às informações e à capacidade de elaborá-las e incorporá-las nas práticas cotidianas, o que implica na oportunidade de acesso a informações, a recursos materiais e a instituições e serviços, assim como estar livre de estigmas e preconceitos.
A partir deste modelo, as análises e intervenções em Redução de Danos se dão considerando que as pessoas não são, a priori, vulneráveis, mas que podem estar em uma situação de vulnerabilidade. No entanto, o preconceito e o estigma associados à pessoa usuária de drogas e também às ações de redução de danos, decorrentes de uma cultura de combate às drogas, caracterizam a dificuldade de institucionalização das práticas de redução de danos nos serviços públicos enquanto políticas públicas.
Dado esse contexto, a atuação relacionada a práticas de redução de danos implementa metodologias que dialogam diretamente com as pessoas afetadas pelas políticas de drogas, além de fortalecer a atuação de profissionais que acessam essas populações. Priorizando a construção coletiva dos saberes.
A abordagem de Redução de Danos hoje atua na perspectiva transdisciplinar de saúde, cultura, educação, assistência social, trabalho e renda, visando a garantia do cuidado e dos direitos.

Campo
Nas atividades de campo, acessamos as pessoas usuárias de drogas em seus contextos de uso.
Projeto Respire
O Projeto ResPire iniciou suas atividades em junho de 2011 com intervenções em festas de música eletrônica no estado de São Paulo.
