É de Lei – 15 anos

Redução de danos sociais e à saúde associados ao uso de drogas.

O que é redução de danos?

A Redução de Danos (RD) é uma perspectiva para lidar com as questões associadas ao uso de drogas. Em meio aos diversos programas e perspectivas que, de forma hegemônica, apesar de ineficazes, se norteiam na abstinência do usuário de álcool e outras drogas, a RD vem se destacando desde o seu surgimento por lidar de forma objetiva, concreta, respeitosa e pragmática com os problemas associados ao uso de drogas nos mais diversos contextos.

O termo “Redução de Danos” foi utilizado pela primeira vez no Relatório Rolleston, na Inglaterra na década de 1930. O que se conhece como RD atualmente surgiu no início da década de 1980 como uma estratégia para lidar com a transmissão de Hepatites entre usuários de drogas injetáveis na Holanda. Lá, um coletivo de usuários de drogas chamado Junkie Bond que estava sendo afetado por uma alta incidência de transmissão de Hepatites, reivindicou ao governo holandês o acesso a seringas. Com um acesso mais fácil, reduziram o compartilhamento e com isso a incidência da doença.

Ação de redução de danos em campo.

Com o surgimento da AIDS e a alta incidência nos usuários de drogas injetáveis, esta estratégia ganhou espaço em diversos países do mundo com sua eficiência e pragmatismo, apesar de ter sido considerada polêmica em muitos lugares, como no Brasil. A partir desta primeira estratégia, já se percebem os princípios fundamentais que vão embasar as diversas ações e projetos que foram surgindo: pragmatismo, foco não necessariamente na abstinência e diálogo e respeito com os usuários.

Princípios:
– Não necessariamente abstinência: a RD inova ao não nortear suas ações num idealismo inatingível;
– Diálogo e respeito aos usuários: as ações são pensadas a partir de um diálogo e construção conjunta com os usuários, tentando entender seu contexto e suas demandas. Busca-se atingir os objetivos a partir de um diálogo, respeitando as possibilidades, vontades e limites dos usuários, tentando implicá-lo no processo;
– Pragmatismo: por não ter suas ações focadas em apenas um objetivo, as diferentes ações de RD são pensadas de forma diferente para diferentes contextos e são constantemente avaliadas e reelaboradas para ter resultados satisfatórios.

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