Desde o final dos anos 80 no Brasil, o índice de infecção por HIV/AIDS entre usuários de cocaína injetável era bastante alto devido o compartilhamento de agulhas e seringas. Diante deste cenário, Andrea Domanico e Cristina Brites, idealizadoras do É de Lei, iniciaram as atividades de redução de danos, a principio vinculadas ao NEPAIDS – Núcleo de Estudos para Prevenção da AIDS, do Instituto de Psicologia da USP.

Nas intervenções em cenas de uso de drogas a equipe percebeu a importância de criar um espaço de interação social, onde fosse possível desenvolver um conjunto de atividades para além da prevenção de doenças, e nesse contexto nasceu o Centro de Convivência.

Durante os anos 2000, com a diminuição do uso de cocaína injetável e o aumento do consumo de crack, assim como o reconhecimento da redução de danos para o uso de diversas drogas em diferentes contextos, foram-se ampliando as frentes de atuação do É de Lei, ao mesmo tempo em que o apoio a Programas de Redução de Danos no país foi diminuindo em grande parte pelo financiamento ser de organismos de controle do HIV/AIDS e na época havia poucos estudos sobre a, hoje comprovada, vulnerabilidade de usuários de outras drogas para o HIV/AIDS.

Atualmente o É de Lei se destaca como uma das únicas associações de redução de danos no Brasil, e mantém seu compromisso de contribuir para uma mudança na cultura no campo das drogas, visando a diminuição do estigma e do preconceito em relação ao usuário de drogas e com isso, a diminuição dos agravos à saúde, da marginalização, da violência e da violação de direitos humanos.